Metáforas ou a síndrome de “O carteiro e o poeta”

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Dando seguimento à nossa série sobre como a mídia enquadra a genética e a Medicina, publicamos o terceiro desta série de posts

“Metáforas, metáforas, metáforas”. Quem não se lembra desta frase do protagonista de ‘O Carteiro e o Poeta’ (Massimo Troisi) e sua paixão pelas ditas cujas?

Pois o jornalismo científico e a divulgação científica são pródigos no emprego de metáforas, que, por sinal, são o motor da Poesia, segundo Gilbert Durand.  A intenção em seu emprego é das melhores: ‘traduzir’ o conhecimento científico complexo para o público leigo.  E, neste aspecto, costuma funcionar.

Mas esta prática possui um efeito colateral que contribui para a visão distorcida que a mídia e o senso comum nutrem pela Ciência.

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O ator que alertou o mundo para o problema das doenças raras

Você não deve saber, mas Jack Klugman, falecido em dezembro de 2012, teve papel importantíssimo na aprovação de uma lei (link em inglês) nos Estados Unidos que possibilitou a produção de fármacos que, não fosse isto, não seriam de interesse comercial para a indústria farmacêutica. Como protagonista do seriado médico Quincy, M.E., na ocasião, pôde fazer a diferença conquistando corações e mentes para a causa.

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Como a mídia “enquadra” temas referentes à genética e medicina? (I)

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“Enquadramento”  (framing) é um dos conceitos fundamentais para se entender as representações da saúde e da doença na mídia.

 Para compreender o enquadramento, um dos estágios da pesquisa acerca da sociologia dos efeitos da comunicação, é preciso que definamos o  “quadro de mídia” (media frame). Segundo Gamson e Modigliani, trata-se de “uma idéia organizadora central ou linha de história que dá significado a uma cadeia de eventos”. Tuchman complementa afirmando que é uma característica essencial da notícia que organiza a realidade cotidiana e é parte da mesma.

 Entman vê dois componentes presentes no enquadramento: a seleção e a saliência. Enquadrar uma mensagem seria, assim, selecionar certos aspectos da realidade percebida e enfatizá-los para uma audiência. É o que a mídia faz o tempo todo.

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